Entrevista: Adiló Didomênico, Secretário de Obras, Viação e Serviços de Caxias do Sul

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Por Laudir Dutra – laudir43@yahoo.com.br
CAXIAS DO SUL - Bem no início do trabalho, houve algum ruído na comunicação na pasta e mudanças radicais tiveram que ser realizadas. Doeu para alguns, melhorou para outros, mas o principal, a secretaria foi recolocada nos trilhos e ganhou o status que sempre teve, afinal, não existe nenhuma obra na zona urbana e também na zona rural que não tenha o envolvimento dos seus profissionais.
O Secretário Adiló Didomênico foi escolhido pelo prefeito Alceu Barbosa Velho para levar adiante e colocar em prática novos projetos que aos poucos começam a tomar formas. E agora secretário, já se pode dizer que a Secretaria de Obras tem a sua cara?
“Aos poucos estamos nos ambientando pelas diferentes atribuições e especificidades. Na CODECA tínhamos mais autonomia, principalmente com relação à parte financeira, onde definíamos de forma autônoma aquilo que precisava ser feito.
A prefeitura licitou novas contrações no Alô Caxias, que tínhamos mais de mil solicitações acumuladas. O nosso sistema estava defasado, desconfigurado e sabemos os transtornos e os acúmulos que isso nos causou.
Nos processos atrasados, deslocamos um servidor para este fim específico, ele vai até o local, observa a situação e vê a necessidade de encaminhamento ou se pode ser baixado do sistema, pela existência ou não do problema.
Em média, dez processos por dia são vistoriados. E é assim, aos poucos vamos colocando em dia, pois eles têm essa prioridade em função da sua antiguidade.
Na questão do saneamento, alguns setores estão trabalhando bem, satisfatoriamente. Temos atualmente milhões de projetos aguardando resoluções e que a qualquer momento podemos resolver.
A canalização da Matteo Gianella é uma dessas, que tem um custo elevado, mas que precisa ser feito por se tratar de importante ponto de Caxias do Sul, onde circulam muitos carros diariamente”.
Obras
“Enfrentamos uma dificuldade que acarretou em acúmulo de obras de esgoto em diversas localidades. Isso nos trouxe uma sobrecarga que estamos retomando. Não vamos aqui ficar reclamando de ninguém, nem CODECA, nem SAMAE, apenas alguns precisam ficar cientes de que depois da obra feita, que é o mais importante, fica alguma coisa fora do lugar. Ou uma elevada, um desnível no asfalto. As composições dos materiais são diferentes e muitas vezes fica praticamente impossível deixar exatamente igual. Mas aceitamos as reclamações das pessoas, mas deve haver um entendimento melhor também”.
Mário Lopes
“Existe uma situação de construir piscinas para evitar alagamentos. Todo o canal dessa rua no bairro Fátima Baixo está embaixo de casas e de prédios, aí entra a questão legal como desapropriações. Isso geralmente demanda tempo e muita discussão na justiça.
Mas alguns piscinões estão em vias de finalização, o prefeito autorizou a retomada do projeto original em alguns casos, principalmente na Mário Lopes.
Nós já fizemos o levantamento topográfico e agora estamos estudando uma forma de negociação com os proprietários. Mas estamos otimistas que em breve tudo estará resolvido e aí sim, a obra poderá ser concretizada”.

A SMOSV vai mudar de endereço
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Essa será a nova casa onde funcionará toda a infraestrutura da SMOSV na Rota do Sol próximo à CODECA. Atualmente já existem alguns setores locados no prédio.
“Em breve a Secretaria de Obras sofrerá uma mudança de endereço, aos poucos toda a estrutura está sendo deslocada para a Rota do Sol, próximo à CODECA no bairro Centenário.
O nosso objetivo é aperfeiçoar os serviços e ganhar tempo. Temos tido dificuldade de deslocamento das máquinas e dos nossos caminhões. Nossa logística atual não está de acordo com as nossas necessidades.
Vamos descentralizar os nossos serviços. No Desvio Rizzo as demandas da zona Oeste o atendimento será junto à subprefeitura.
região sul absorverá provavelmente as demandas com atendimento no antigo Mercado Castilhos próximo ao Aeroporto Hugo Cantergiani.
zona leste absorverá todas as demandas da região do bairro Cruzeiro, atualmente no galpão próximo ao corpo de Bombeiros na Luiz Michielon.
Na região nordeste, atendimento se dará através de uma equipe junto ao Horto Municipal.
Na região norte, as demandas de toda a Grande Santa Fé serão canalizadas para a própria sede da secretaria na rota do Sol.
Todos esses projetos já estão em andamento e a expectativa é que estejamos na nova casa no primeiro semestre de 2014.
Vamos ganhar tempo, sem aumentar nosso contingente e muito menos onerar os cofres públicos”.
Obras viárias
“A nossa intenção é fazer alguma intervenção dessas obras de mobilidade elencadas pelo anúncio do PAC. Temos que estudar e analisar cada uma para ver se é possível e qual o melhor momento, até porque podem atender alguma necessidade da Festa da Uva.
O nosso objetivo é não causar muito transtornos, de repente estudar horários específicos onde a circulação de pessoas e de veículos seja menor. Mas são obras que necessárias e que num determinado momento, serão feitas”.
Infraestrutura
“Temos um grupo gestor com 24 pessoas que trabalha no sentido de diminuir gradativamente a terceirização.
Precisamos e queremos mais autonomia nas questões de demanda e crescimento de uma cidade do porte de Caxias.
Só para citar um exemplo, nossos caminhões para lavar fora da secretaria. Já temos os equipamentos e temos que implantar o quanto antes. O tempo que perdemos é muito grande no deslocamento do veículo até a empresa que vai executar o serviço.
Assim acontece com os serviços de chapeação, borracharia, entre outros, que foram desativados. Temos que ganhar tempo com infraestrutura própria para os serviços pequenos, mas muito importantes para o bom andamento do nosso trabalho.
Temos condições de gerir algumas coisas e vamos fazer. Hoje estamos caminhando num processo de avaliar os custos benefícios. Temos que utilizar aquilo que é preciso, comprar apenas aquilo que vamos usar”.
Rastreadores polêmicos
“Algumas animosidades que estão ocorrendo quanto ao sistema de rastreamento da nossa frota é normal. Leva algum tempo para implantar qualquer tipo de inovação. Uma mudança de cultura é sempre algo discutível e que gera debates acalorados.
Mas o exemplo da CODECA que utiliza este sistema pode servir de base. No início gerou algumas dúvidas, mas hoje está plenamente consolidado e todos satisfeitos.
O efeito demora, mas logo ali na frente, toda a população sentirá a diferença para melhor”.
Críticas
“Temos que entender as pessoas que com o passar do tempo evoluem. Há algum tempo fiz coro com alguns que em outros tempos, acabamos por destruir projetos importantes para Caxias do Sul, mas isso aos poucos vai sendo mudado, temos que ouvir a maioria e não grupinhos.
As decisões de hoje vêm de grupos bem coesos que se reúnem e tomam a melhor decisão, escolhem aquilo que contempla o que é melhor para a população, sem paternalismo.
Entendo que muitas pessoas levantam bandeiras, mas aceitamos as críticas, absorvemos com serenidade, mas sabemos que mais erra é quem não decide e quem não faz. (Foto Laudir Dutra)

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