Por Laudir Dutra - Com essa frase, Antônio Feldmann, secretário da Cultura de Caxias do Sul e um dos possíveis candidatos na chapa majoritária da atual administração, dá uma pequena mostra de como está o quadro político na cidade. Antes da condução de Pepe Vargas ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, Alceu Barbosa Velho havia manifestado a sua opinião a respeito da demora da base aliada em decidir quais os rumos que devem ser tomados com relação às eleições de outubro. Se vai mesmo haver coligação, sobre quem vem para ser o seu vice na chapa majoritária ou se desistem e lançam o próprio candidato. O prazo dado pelo pedetista foi de 15 dias, contados a partir da reunião de trabalho realizada pela sigla no dia 03 de março no plenário da câmara de vereadores.
Com o novo cenário, os prazos são outros, o que se disse não vale nada, as projeções são outras e aquilo que parecia certo, agora é um imenso imbróglio político, sujeito a chuvas e trovoadas nos próximos períodos.
Para o fiel escudeiro de Sartori, pelo sua caminhada junto ao peemedebista, Feldmann está numa espécie de ‘sangue doce’, pois não vê pressa em desvendar os mistérios que cercam os meandros dos nomes e da escolha de tendências. “Até junho com certeza nada será definido, pois entendo que temos que ir com calma, também por respeito às diversas siglas que compõem a atual administração. Os outros partidos que estão conosco na base, também têm os seus dilemas e problemas que precisam ser resolvidos, não podemos atropelar as etapas, sob risco de comprometer as tratativas que vêm sendo feitas com todos.
Acredito que todos os partidos vão repensar o cenário. O PT era o fator da nossa unidade, com a sua saída, não entendo que tenhamos mais facilidade para decidir ou encaminhar a eleição, pelo contrário, teremos mais dificuldades para fazer as coligações necessárias nesse momento, pois aumentou o leque de opções, os prazos também estão se esgotando e não sabemos quem será o inimigo a ser vencido do outro lado. Muita calma nessa hora”.
Sobre a coligação com o PDT, Feldmann não vê problema algum em sair como vice ou até mesmo como candidato a vereador nas próximas eleições. “Tenho duas escolhas, ou saio candidato e deixo a cultura agora em junho ou permaneço onde estou até o fim do mandato do prefeito Sartori. Tenho ainda uma terceira escolha que é voltar a fazer o que eu fazia antes, trabalhar na área da comunicação. Tenho certeza que algum veículo da cidade poderia abrir uma vaga de emprego para mim (risos). Como não depende da gente, temos que esperar as decisões do partido, ele é quem vai determinar nosso rumo. Como dizia Ulysses Guimarães, O COMBUSTÍVEL DA POLÍTICA É A SALIVA. Concordo plenamente com o nosso ex-líder maior, temos que esgotar todas as possibilidades para não errarmos”.
Ao mesmo tempo em que fala sobre todas essas cogitações, Feldmann no entanto não deixa de ressaltar o bom trabalho que a atual administração vem fazendo.
“Acho que o governo atual ficará marcado positivamente na história de Caxias como aquele que mais empreendeu obras e ações de toda a natureza. Foi o governo da coragem e que não mediu esforços para fazer tudo aquilo que estivesse ao seu alcance para o crescimento da cidade. O desafio do próximo governante, seja ele quem for, será no sentido de fazer a manutenção de tudo isso que está sendo feito, na sua estrutura básica e fundamental, principalmente com obras viárias, nos parques e praças e também investir forte no cuidado com a cidade no todo, mantendo cada vez mais estreito os canais de ligação com a comunidade”.
Para finalizar a rápida entrevista, Feldmann alerta para que todos façam uma reflexão ponderada de tudo o que está saindo na mídia e avalie apenas aquele que tenha coerência. “Não existe acordos com nomes ou partidos, queremos o terceiro andar sim, mas não só com esse ou com aquele partido, mas sim com todos. Vamos estudar as possibilidades e qual o melhor nome para sairmos fortes e coesos e juntos construir uma Caxias ainda melhor. Mas lembrem-se se, sozinho não existe a menor possibilidade de realizar nada, é preciso união em torno do objetivo”.
As eleições deste ano podem se notabilizar como a mais diferenciada dos últimos 50 anos. Não teremos talvez na disputa nenhum daqueles que já foram prefeitos um dia, não haverá Mansueto Serafini Filho, José Ivo Sartori, Pepe Vargas, Victorio Trez e talvez nenhum que já tenha disputado e perdido, ou seja, teremos sem dúvida alguma, um prefeito inédito na história de Caxias do Sul. (Foto Ponto Inicial)
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