Desfiles Cênicos 2012: Dos melhores da história da Festa da Uva


A Sinimbu se transformou em um grande parreiral
Por Laudir José Dutra - Repaginado. Este é o sentimento de todos que foram à Sinimbu acompanhar os desfiles cênicos, nos dias 16 e 17 de fevereiro.
No dia 16, data da abertura da Festa da uva 2012, houve correria das autoridades, pois a presidente Dilma esteve abrindo o evento a partir das 17h, (hora de sua chegada), a partir daí, contagem regressiva para o desfile na Sinimbu, programado para as 20h30min. Dilma deixou os pavilhões por volta das 19h45min indo em direção à Porto Alegre, onde pernoitaria para no dia seguinte, embarcar para Salvador, onde passaria o Carnaval.
A velha casa de comércio
Mas voltando ao texto ou seu direcionamento principal, o primeiro dia de desfile na Sinimbu foi realmente de encher os olhos. Alguns chegaram a dizer que foi o melhor das últimas festas e que só por isso já poderia ser incluído nos anais do evento como destaque maior.
Mulheres ajudavam na roça e ainda tinham que cuidar da casa
Mas, em se tratando de Caxias, onde a emoção e o ‘bairrismo’ positivo aflora qualquer emoção, devemos concordar todos em uma coisa, esse desfile desse ano, de nada lembra o desastre de 2010, onde o principal, o grão da cereja que são quem realmente faz a história dessa terra, os imigrantes e por conseguinte, os gaúchos, ficaram de fora, causando um grande mal estar entre as comissões Social e Comunitária.
Representar da melhor forma
Muito bem dirigido, bem pensado e respeitado todos que devem fazer parte de qualquer contexto, o desfile do primeiro dia serviu como uma ‘prévia’, para aí sim, no segundo dia, 17/02, pudessem ser feitas todas as homenagens merecidas, para as Embaixatrizes em primeiro lugar, que passaram por um grande turbilhão e provação no dia seguinte à escolha da corte, para os Imigrantes, que foram receberam justos reparos à sua condição e também aos gaúchos, que aí sim, puderem cantar as tradições e as peripécias em cima do lombo de um cavalo, que foi o veículo principal por muitos anos, para bem depois ter a companhia do trem que cortava caminho por entre vales e montanhas.
Forqueta e a Festa do Vinho Novo
Veridiane Mari, Rainha da Festa do Agricultor de Fazenda Souza
Os carros alegóricos foram montados de acordo com as peculiaridades de cada região de Caxias, cita-se aí as comunidades de Ana Rech, Santa Lúcia do Piai, Galópolis, Forqueta, São Romédio, Fazenda Souza, Vila Oliva entre tantas outras não menos importante no contexto geral.
Vida simples e de muita labuta
O desfile é dividido em quatro quadros: Acolher, Plantar, Transformar e Celebrar e traz diversas etnias que são agregadoras de sonhos, convivência e igualdade a todos, em todos os sentidos, em todos os momentos, fatos estes que nem sempre é possível de ocorrer, mais em função das vaidades e preferências pessoais, que muitas vezes alguns insistem em manter, como se nas tradições e na história dessa terra, isso era condição primeira para o sucesso e conquistas de espaço, bens e dignidade.
Justa homenagem ao esforço de cada Embaixatriz
O primeiro quadro, Acolher, apresenta a acolhida à Festa e faz referência à diversidade étnica das comunidades de origem, dos migrantes e visitantes. É destaque nesse quadro o carro das embaixatrizes, a presença portuguesa na região por meio da Festa do Divino, a Vila dos Presépios de Ana Rech e a Festa do Vinho Novo de Forqueta.
É de pequeno que se aprende o trabalho
Em seguida, no quadro Plantar, um grupo de 18 famílias compõe um grande parreiral simbolizando a economia do setor primário. A partir desse quadro, a Orquestra Municipal de Sopros, o Coral Municipal de Caxias do Sul e um grande Coro formado por oito coros e cantores convidados abrilhantam ainda mais o desfile. Esse quatro traz as vilas e recorda do primeiro desfile, em 1932, com o carro de São Romédio. Por fim, os distritos de Fazenda Souza, Santa Lúcia do Piaí e Vila Oliva levam à Sinimbu os frutos plantados pelos colonos.
Orgulho de cultivar as tradições gaúchas
O quadro Transformar foi o quarto a desfilar. Trouxe o Deus do Vinho, Baco, a cantina, a tecelagem, o Deus do fogo, Vulcano, com a transformação do metal e a produção da lamparina.
Primeiro de tudo, uma mesa farta
O último bloco, Celebrar, mostra a mesa farta com a comida típica. Um carro com luz, imagem e cor faz referência aos avanços tecnológicos e à primeira transmissão a cores com imagens ao vivo do desfile. Fecha esse quadro o carro das soberanas, conduzidas por uma alegoria que reverencia os 81 anos da Festa.
O público também merece aplausos
No final, uma apoteose de fogos, referenciaram a todos, principalmente aqueles que têm espírito desbravador, como o povo da serra gaúcha, especialmente os de Caxias do Sul, lugar em que escolhemos para tocar nossos projetos de vida. (Fotos Ponto Inicial)

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