CAXIAS DO SUL - Agora já são 10 o total de empresas do Grupo Randon, soma-se à Randon Veículos, Randon Implementos, Suspensys, Fras-le, Master, Jost, Castertech, Randon Consórcio e ao Banco Randon, a Randon Brantech Implementos para o Transporte Ltda, que substitui assim o nome da Folle Indústria de Implementos Rodoviários Ltda de Chapecó, fazendo com que desta maneira, a Randon possa atuar de forma definitiva no vizinho estado, passando assim a competir em igualdade de condições com seus mais próximos concorrentes.
A transação na verdade, segundos os diretores, faz parte da estratégia de crescimento da Randon, que planeja a duplicação de seu faturamento em cinco anos. Com cerca de 60 funcionários e um faturamento em 2010 de R$ 25 milhões, a Folle é uma empresa que teve origem no ramo de transporte e atualmente tem capacidade de fabricar 30 unidades/mês, números estes que a Randon espera dobra, aumento assim a sua operacionalidade.
O anúncio oficial desta transação ocorreu no dia 31 de outubro no Palácio do Governo em Florianópolis, com a presença do Governador de Santa Catarina, João Raimundo Colombo e do prefeito de Chapecó, José Cláudio Caramori e contou com as presenças do Presidente da Empresas Randon David Abramo Randon, do Diretor Vice-Presidente de Operações, Erino Tonon e do Diretor Executivo – Divisão Implementos, Norberto Fabris e também dos empresários Nilso Folle e Nilson Folle Júnior, que desde o dia 1º de novembro, passa o controle das operações de Chapecó à Randon.
Na apresentação à imprensa em Caxias do Sul no dia 1º/11, com almoço logo após, David Randon, Presidente falou da sua satisfação e de sua expectativa para a mais nova aquisição do grupo e também uma pequena pausa para falar dos outros investimentos que foram feitos nos últimos meses.
Novos focos de atuação
“Queremos participar em outros mercados e adquirir mais conhecimentos para expandir e estender para outras localidades do Brasil e também do exterior. Atualmente mantemos 12 mil funcionários, somando-se aos 60 da antiga Folle, teremos esse número um pouco maior, com isso, acreditamos que poderemos sim ser mais competitivos perante os nosso concorrentes mais diretos e lá em Chapecó, existe uma grande possibilidade de expansão.
A Randon quer buscar a participação do mercado de 40% em todos os segmentos que atua e para isso, temos que aproveitar as oportunidades quando elas surgem, de maneira séria e com os pés no chão”.
Investir de olho no trem regional
“Os vagões que atualmente estamos desenvolvendo em Caxias do Sul precisam de espaço físico mais adequado e foi esse um dos motivos que procuramos já há 10 anos, alternativas que nos possibilitasse cuidar com carinho desse segmento que acreditamos que será no futuro, a bola da vez em termos de investimentos no setor dos transportes. Adquirir essa nova unidade vai nos possibilitar desafogar nosso espaço físico e fazer bem feito, aqui e lá também. Mas vamos capacitar nossos colaboradores, prepará-los, oportunizar também a ida para aquele estado de alguém que estiver interessado e que já trabalhe conosco há mais tempo. Vamos trabalhar com cuidado e carinho todas essas questões”.
Banco Randon atendeu as expectativas criadas
“Inicialmente com um capital de R$ 25 milhões, já foi dada a resposta que gostaríamos de ter. O banco está sendo monitorado pelo Banco Central, um processo normal nesses casos. Mas o que podemos dizer é que ele está acima das expectativas que tínhamos sobre o seu papel e já atingiu o seu propósito de ser. Havia uma expectativa de em dois anos de ele poder nos dar uma resposta positiva e isso, em menos de um ano de funcionamento já a temos. A ansiedade de termos saído um pouco do nosso habitual já passou, agora é só cuidar e projetar um futuro ainda melhor”.
Um ano de presidência
“Estamos absolutamente tranqüilos quanto a isso. Assumimos uma responsabilidade maior, pois sabíamos da capacidade do nosso Comitê Executivo, que é quem nos dá todo o respaldo e a condição de realizarmos o trabalho e de maneira coletiva vamos seguindo e trilhando nossa gestão.
Vale salientar que há mais de 10 anos vimos realizando um trabalho para preparar o terreno pensando já numa possível troca de comando na presidência. Esse trabalho de equipe já estamos mostrando aí com os investimentos e a expansão sempre presentes.
Temos um banco de dados com pessoas sendo preparadas de forma sistemática e responsável para que não fique nenhuma lacuna sem preenchimento. Mas o mais importante dizer é que somos uma empresa de diversas pessoas, sem concentração de poder. Todos estão preparados para assumir a qualquer momento”.
Novo aeroporto em Vila Oliva
“Você quer que eu responda normalmente ou de maneira crítica? Então lá vai. Acho vergonhoso que uma cidade tão desenvolvida como é hoje Caxias do Sul, com grandes empresas sendo o segundo pólo metal mecânico do Brasil e pela sua história não tenhamos ainda um aeroporto decente.
Estivemos em Altamira no Pará e ficamos de boca aberta com a qualidade do aeroporto de lá. Não sei o que nossas autoridades estão fazendo nesse sentido, mas não é possível que tenhamos que esperar mais 10 anos para quem sabe termos um aeroporto decente e que atenda as nossas necessidades. Simplesmente lamentável”.
Áreas próximas à Vila Oliva
“Não estamos pensando nisso sinceramente. Para falar a verdade, a Randon adquiriu uma área atrás do Presídio Regional de Caxias e outra na divisa com São Francisco de Paula, mas com o objetivo de garantia de reserva para o futuro, não para investir e preservar apenas pensando já a longo prazo. A nossa maior preocupação hoje diz respeito de cuidar bem daquilo que já temos e não criarmos falsas expectativas”. (Foto Ponto Inicial).
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