CAXIAS DO SUL - A Unidade de Artes Visuais da Secretaria da Cultura, realiza a exposição de Marcos Clasen, Toda Casa tem a sua Janela. A abertura ocorre no próximo dia 02/04, às 19h, no Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho.
O período de visitação ocorre de 3 a 17 de abril, das 9h às 18h30min (segunda a sexta) e das 15h30min às 18h30min (sábados). Agendamentos para visitas mediadas podem ser feitos pelo e-mail unidadeartesvisuais@caxias.rs.gov.br.
Exposição Toda Casa tem a sua Janela, de Marcos Clasen, com textos de Mônica Montanari
A casa e a janela, se tornam objetos metafóricos, como símbolos da receptividade, da abertura para as influências sensíveis vindas de fora, ou de dentro, criando fantasias misteriosas e obscuras apropriados do sentido da visão e causando, assim, um duplo caminho de curiosidade, voyeurismo e atração.
O projeto consiste em uma exposição de 15 telas pintadas a óleo pelo artista plástico Marcos Clasen contendo poesias, sobre o tema, da escritora Monica Montanari, totalizando 19 obras.
Remete ao exterior, se considerada como ângulo de visão, pois permite a entrada de elementos como luz e ar, mas também possibilita a extensão do olhar como um indivíduo que participa da ação observada. A janela é o símbolo da receptividade, da abertura para as influências vindas de fora, da entrada da luz. Representa também a sensibilidade às influências externas, quem está dentro da casa, se influencia pelo que está fora dela. A janela pode ainda ser considerada como sendo um símbolo da consciência, nos coloca únicos em relação ao mundo que nos circunda ou um portal para o inconsciente, pois criamos fantasias misteriosas e obscuras apropriados do sentido da visão. O material transparente normalmente usado em algumas janelas também permite a visão interna da casa pelas pessoas que passam, causando, assim, um duplo caminho de curiosidade, voyeurismo e atração. As luzes estão acesas ou apagadas? Janelas abertas ou fechadas? Grades? Cortinas? Movimentos?
Janelas são temas recorrentes usados por muitos artistas no correr dos tempos, entre eles Salvador Dali, que em 1925 pintou “Muchacha en la Ventana” (Menina à janela), uma de suas obras mais conhecidas retratando sua irmã. Na cena, observa, de costas, a calmaria do rio lá fora. Já René Magritte utiliza, em muitas de suas pinturas janelas como uma transparência, querendo mostrar o que tem por trás da tela, tentando tornar visível o invisível como em “A condição humana” de 1933. François Ozon por sua vez, agora no cinema, em 2012, no filme “Dans La Maison” (Dentro da casa) mostra um professor curioso com o que se passa dentro da casa de um de seus alunos. A cena final do filme mostra claramente os personagens no banco de uma praça a frente de janelas onde aconteciam cenas curiosas a eles.
O artista, viajando por diversos lugares como Paris, Madrid, Lisboa, São Paulo, Montevidéo, Porto Alegre e outros, retrata estas janelas, hora vistas de dentro, hora vistas de fora, com seus coadjuvantes observadores nas suas rotinas: curiosos… Clasen trabalha com óleo desde 2008, quando produziu a série BEIJOS, desde então, constrói seus trabalhos com conceitos próprios e, a partir de 2010 começa a colocar um fundo real em suas obras, os casarios por onde passou, sempre retratando a figura humana e sua complexa estada na terra e o seu cotidiano. O próprio artista capta as cenas que serão retratadas, permitindo que a arte circule com sua visão particular. A ESPERA, de 2010 mostra uma cena que iguala todas as pessoas que ali estão e que poderia ter sido vista da janela da frente, no prédio da Ufrgs em Porto Alegre, já O OBSERVADOR, de 2011, mostra cenas percebidas por dois artistas distintos. As cenas dos CALENDÁRIOS COM ARTE, produzidas desde 2009 também são observações peculiares das janelas que são a vida. A série CHUVAS fala de cenas contendo elementos invisíveis ao observador, faz com que ele se transporte ao lugar da figura principal e se pergunte: “onde está a chuva?”, “do que nos protegemos?”.
As poesias ácidas de Monica Montanari ajuda a compor esta atmosfera de olhares, dúvidas, instintos, medos e coisas escondidas. Mônica Montanari, advogada e escritora já teve trabalhos premiados no Concurso Literario de Caxias do Sul nas categorias de contos, de crônicas e de poesias e publicou livro de contos entitulado “A Louca e Outros Contos de Ônibus” com apoio do Financiarte no ano de 2010. Participou de edições de saraus literários junto ao Centro de Cultural Henrique Ordovaz na cidade de Caxias do Sul. Organizadora do evento “Antessala da Primavera” ocorrido em 15/09/2012 no Centro de Cultura Henrique Ordovaz com atividades multidisciplinares ocorrendo paralelamente. Apresentadora do programa de TV “Direito e Você” que foi veiculado no Canal 20 da NET Caxias do Sul de janeiro/2012 a maio/2013 e parte da equipe de apresentadoras do Programa “Conexão Alternativa” que reestreiou em julho/2013 no Canal 14 da NET Caxias do Sul. Colaboradora do blog de moda, atitude e comportamento “Tita e Marias”.
A construção de um repertório cultural, visual, social e poético, através da interação com as diferentes realidades da cidade e cada cidadão, possibilita uma produção artística mais madura, conectada e plena de significados.
Nos trabalhos desenvolvidos, poderão ser observados assuntos diversos, que vão desde relacionamentos entre moradores e ambiente, até a mais simples e artesanal forma de representação. Com temas inusitados, alegres e cotidianos, a arte compreenderá totalmente sua responsabilidade estética, social e humanitária como sendo sua mais forte estrutura.
SERVIÇO
Abertura: 02 de abril de 2014
Horário: 19h
Local: Sala de Exposições do Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho
Período de Visitação: 03 a 17 de abril de 2014
Horário de Visitação: Segunda à sexta-feira – 9h às 18h30min, Sábados – 15h30min às 18h30min
Realização: Unidade de Artes Visuais – Secretaria Municipal da Cultura
Informações e agendamento para grupos: unidadeartesvisuais@caxias.rs.gov.br
Fone: (54) 3901.1316, ramal 217
Nenhum comentário:
Postar um comentário