Reverenciar nossos queridos


Se foram para sempre dos nossos olhos,
Mas nossos corações reclamam a presença física
De gente que igual a gente, deixaram para trás
Históricas lindas, vidas em dueto ou em família,
Uma vida inteira vivendo depois da primeira vida…

Seja amável, seja pesaroso, seja saudoso
Com aqueles que você quer bem, mas que
Por uma coisa tão normal na vida da gente,
Nasceu novamente em outro lugar e espera,
Por aqueles que acreditam, que têm esperança
De reencontros após essa vida primeira…


Quanta saudade de se ter no dia de hoje,
De saber-se ausente, distante dos olhos da gente
Aquele ser amado que tanto nos ensinou;
Reviver tudo isso novamente ainda dá tempo,
Espera por nós em um lugar bonito,
Sem as amarras que a vida nos coloca,
Sem os destinos traçados que muitas vezes
O nosso próprio coração faz pra a gente,
Mesmo sem saber se a nossa alma quer
Prefere ficar assim, tão sem rumo,
Incerto sobre tudo que pode vir amanhã…

Eu sei, o senhor está aí me vendo agora
Sorrindo com aquele rosto que era único
Com gestos simples como uma brincadeira
De criança, de menino levado e de pai.
Como seria se estivesse conosco agora,
Talvez um colo, um aperto de mão
Ou simplesmente, ‘filho eu te amo’.
Essa certeza eu tenho no coração
Partem cedo aqueles que amamos,
E quando nos demos conta do que perdemos,
Caímos em um abismo tão grande,
Que nem a própria existência sabe,
Como é dolorida a perda da gente…
Laudir José Dutra

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