CAXIAS DO SUL - A Festa Nacional da Uva inovou em algumas coisas para a edição 2012, no que tange à escolha das soberanas, merecidas homenagens àqueles que fazem desde sempre a alegria e a integração entre os povos da cidade e região serrana. No seu casting de jurados, dois nomes chamam a atenção pela oportunidade recebida e pelo envolvimento com a própria Festa da Uva.
“Primeiro a satisfação de estar representado a raça negra e a responsabilidade de fazer parte de algo tão grandioso. Conheço a Festa da Uva e mesmo distante, acho muito emocionante a forma com que tudo é feito. Me sinto muito feliz, e por conhecer o restante dos jurados, também, tenho a certeza, facilitará muito o meu papel na noite de sábado principalmente, já que o evento propriamente dito já começa bem antes com a avaliação e entrevista sobre conhecimento com as meninas”, pontua, salientando que pelo fato de ser negro, em nada atrapalha a convivência com as pessoas daqui, com suas fortes raízes italianas. “Aprendo com facilidade a conviver com todos de forma tranqüila sem polemizar ou valorizar em demasia coisas sem importância, graças a Deus nunca tive nenhum problema de convivência. Quanto a minha expectativa, quero comprovar de perto tudo o que vi e ouvi sobre Caxias do Sul. Espero que possamos escolher a mais qualificada para representar bem a cidade, agregando conhecimento e beleza. Acredito que vou levar para o resto da vida esta experiência. Edenilton atua na TAM Viagens como Representante Comercial de Franquias.
Para Margaret o que diferencia a Festa da Uva dos dias de hoje para o longínquo 1972, é a preparação recebida pelas postulantes ao título maior do evento. “Esta sem dúvida é grande, pois naquele ano em que fui eleita a Rainha, o início de tudo se dava com a convocação das meninas (fui representante do Recreio da Juventude), tínhamos apenas quinze dias para toda uma preparação, não éramos desinibidas como hoje, os acessos eram mais raros, ainda havia o rigorismo dos pais. Lembro-me que tivemos um desfile ao ar livre no RJ para a comunidade com vestido de gala. O concurso elegeu uma Rainha e quatro princesas naquele ano. Depois disso, fomos preparadas para representar e mostrar a cidade para o Brasil e também em alguns países da América do Sul como Argentina e Uruguai.
Foi importante tudo isso pelo próprio momento brasileiro, estivemos em Brasília convidando o Presidente da República da época, o Emílio Garrastazu Médici, a todas as emissoras de televisão pela novidade da cor, às rádios e principais jornais da época, hoje alguns já extintos”, falou emocionada a sempre Rainha Margaret Trevisan. “Estou muito feliz de estar inserida de alguma forma na nossa festa maior, mesmo que no júri, me sinto como se estivesse desfilando novamente e muita coisa me vêm à memória nesse instante. Desejo sinceramente que a escolhida ressalte as coisas da nossa terra com a mesma dedicação que todos tiveram desde a primeira festa”, finaliza. (FOTOS PONTO INICIAL).
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