CAXIAS DO SUL – Cerca de 50 famílias de Itati, que vivem da renda das tendas localizadas às margens da RST-453 (Rota do Sol) serão beneficiadas com a inclusão do município no Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF-RS). Esse foi o resultado da reunião que a deputada Marisa Formolo (PT) intermediou, na manhã do dia 21/05, entre os comerciantes com técnico da Secretaria Estadual da Agricultura para encaminhar uma solução para a certificação dos alimentos produzidos por agroindústrias e comercializados nas tendas da Serra do Pinto.
O encontro contou com a explanação do médico veterinário da Secretaria da Agricultura, Péricles Massariol, que explicou a vantagem de se inscrever no Susaf-RS. “Para se comercializar qualquer alimento de origem animal é preciso que seja inspecionado. Para comercializar no município, basta ter sido certificado pelo Sistema de Inspeção Municipal (SIM), mas para vender os alimentos fora do município em que foi produzido é necessária a certificação estadual”. Segundo Péricles, o processo de adesão é simples. “O primeiro passo é o prefeito solicitar, via ofício, a adesão ao Susaf”.
O encontro havia sido solicitado à deputada pela a Associação Tendas do Itati (ATI) em fevereiro, quando a deputada foi até o município, localizado no pé da Serra, para conhecer a demanda. Na época, muitos dos comerciantes haviam perdido mercadorias apreendidas pela fiscalização sanitária. “As famílias se sentem ameaçadas de perder tudo, já que os alimentos de origem animal que produzem, como o mel e o queijo, não estão certificados pelo SIM. A alternativa foi incluí-los no Susaf-RS. Para isso, realizamos esta reunião e o prefeito (Valcir Simonetti) comprometeu-se a solicitar, via ofício, a adesão ao Susaf, que é o caminho formal para a solução”, afirma a parlamentar.
A parlamentar já havia solicitado apoio do presidente da Empresa de Assistência Técnica e Rural (EMATER), Lino de David, que se comprometeu a disponibilizar um técnico para orientar, além da Prefeitura de Itati, a de Três Forquilhas e Terra de Areia na instauração do sistema e na inclusão dos produtores no projeto de lei de regularização do queijo artesanal proposto pelo Executivo estadual. “A agricultura familiar é responsável por 70% de tudo que consumimos, por esse motivo os produtores e comerciantes precisam receber apoio”, afirmou Marisa.
(Foto: Claiton Stumpf )
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