Eleitas a Mais Bela Negra e Miss Afro 2015


MAIS BELA NEGRA – O evento que elegeu a Mais Bela e a Miss Afro 2015, foi realizado no Ponto de Cultura da UAB e contou com a participação de grande público. O novo formato do certame, que a partir de agora será realizado de dois em dois anos e exclui a figura das princesas e embaixatrizes, melhorou o concurso e despertou maior interesse das meninas, que nesta edição teve 16 inscritas.
No primeiro momento, as meninas entraram para uma apresentação rápida e em seguida, com roupas e looks desenvolvidos por elas, performance a critério de cada uma, ou música, dança, teatro, poesia, relacionados com a etnia negra.
Para a escolha, o corpo de jurados composto por 10 pessoas, teve muito trabalho para escolher pela primeira vez a Mais Bela Negra e a Miss Afro ao mesmo tempo, pela ordem de importância, respectivamente. Outro título e prêmio também importante, foi a escolha da mais original e que representou melhor as raízes afros.
Presentes ao evento, representantes do poder público, entidades relacionadas ao Movimento Negro, familiares e amigos das candidatas, Alice Ribeiro da Silva – 18 anos, Ana Caroline da Silva Soares – 19 anos, Cristiane Fidelis Machado da Silva – 23 anos, Daiane Aparecida da Silva – 21 anos, Greice Candido de Almeida – 17 anos, Jennifer Pontes da Silva – 18 anos, Karolai Brandão – 15 anos, Lara Eduarda do Nascimento Palhano – 16 anos, Letícia Jardim – 15 anos, Marcele da Silva de Brito – 17 anos, Nariane Witt da Cruz – 20 anos, Natália da Silva Machado – 16 anos, Nicole da Silva Ribeiro – 20 anos, Priscila Aparecida Carvalho do Nascimento – 16 anos, Stephanie Ferreira Barboza – 18 anos e Taissuani Maquele de Andrade – 19 anos.
Antes do anúncio das, por volta das meia noite, a Mais Bela Negra 2013, Edinéia Castilhos, juntamente com as princesas Érika Ferreira Bueno e Priscila Oliveira Ferreira fizeram as suas despedidas. Emocionadas, reiteraram a importância das meninas participarem deste concurso, que resgata um pouco as raízes africanas.
– Alice Ribeiro da Silva, Mais Bela Negra 2015
– Greice Candido de Almeida, Miss Afro 2015
-Nariane Witt da Cruz, Original Brasilidade.

A Mais Bela Negra 2015 Alice Ribeiro trabalha no entendimento ao sócio no Estádio Alfredo Jaconi, além de ser uma apaixonada pelo clube. Pela primeira vez o Juventude participa deste evento, e ao que parece, deve, a partir de agora, dar maior importância às causas relacionadas aos negros, à mulher negra especialmente
“Foi uma grande surpresa e será, a partir de agora, motivo de muita honra representar o povo afrodescendente. Quero poder continuar mostrando todo o valor da nossa cultura, desta etnia tão forte e importante. Quero agradecer ao Esporte Clube Juventude pela oportunidade e dizer que a essa é mais uma prova da força da mulher Jaconera”, destacou Alice, emocionada, ao final do concurso.

O concurso Mais Bela Negra foi uma realização da Prefeitura de Caxias, por meio da Coordenadoria de Promoção e Igualdade Racial, Coordenadoria da Mulher e Coordenadoria da Juventude (SSPPS), Unidade de Arte e Cultura Popular da Secretaria da Cultura, do Conselho Municipal de Comunidade Negra (Comune) e do Ponto de Cultura UAB Cultural, com apoio da TV Caxias.
Na foto em destaque acima, Nariane, Alice e Greice.
Crédito: Laudir Dutra

Edi Castilhos, a Mais Bela Negra 2013 se despede do reinado


MAIS BELA NEGRA – O tempo realmente não passa, as coisas que são importantes, guarda-se no fundo do coração como uma espécie de relicário de tudo o que se viveu.
Hoje o nosso papo é com Edinéia Castilhos, Mais Bela Negra 2013, uma taurina de 23 anos completados em abril, que além de toda a alegria estampada no rosto, tem a noção exata daquilo que quer na vida, profissional ou pessoal.

O evento que a consagrou como Mais Bela Negra ficou para trás, mas a moça ainda curte até essa sexta-feira, dia 24 de julho, por volta das 22h, o título. Será escolhida a Mais Bela Negra e a Miss Afro 2015 no Ponto de Cultura da UAB.
“Foi uma trajetória bem grandiosa, conquistei muitas coisas em todos os sentidos, profissional e pessoas. Nunca nos damos por satisfeitos com os resultados obtidos, por isso sinto que gostaria de ter trabalhado mais, que eu pudesse ter tido a oportunidade, mas acredito que a minha participação foi muito proveitosa.
Acho que poderíamos avançar mais com a realização desses eventos, aproveitar a oportunidade para desmistificar toda a questão envolvendo os negros de Caxias do Sul, especificamente falando”.

Desde pequenina

“Tenho um projeto bem legal que envolve as crianças negras e as dificuldades que elas têm de aceitar as suas condições de negras e com os cabelos encaracolados.
Quanto a isso aliás, lembro da minha infância, quando eu ainda dava os primeiros passos na escola como foi difícil de entender e me inserir dentro do cotidiano dos colegas e da escola. Ser negro em Caxias do Sul sempre foi bem difícil.
O preconceito existe e temos que combater, não podemos aceitar olhares diferentes em cima da gente por sermos negros. NO final, todos nós somos iguais, vamos morrer e passar por todos os processos dessa vida de forma igualitária.
Observando os imigrantes que vêm da África passar por todo tipo de preconceitos por estarem buscando uma melhor condição de vida para as suas famílias que ficaram para trás, por isso e por todas as outras coisas que nem cabe ficar enumerando aqui, temos que nos impor e mostrar nosso valor”.

Valorizar as meninas

“Acho que o evento que elege hoje as meninas deveria ter tido o cuidado de não se diminuir ou esvaziar, penso que o fato de ter sido realizado paralelamente à Festa da Uva, que escolherá a Rainha e as Princesas ofuscou e muito toda a movimentação. Bola fora! Poderia ser escolhida como sempre foi feito, em outubro, novembro sem deixar de ter o glamour ou importância. As meninas mereciam mais consideração e ter a visibilidade que elas todas merecem.
Mesmo assim, desejo toda a sorte do mundo àquelas que participam com coragem e dedicação e que as vencedoras tenham muito empenho e espírito de amizade, pois isso é o que fica para toda a vida, depois que tudo isso acabar”.

Uma imagem positiva


“Levar o respeito, a amizade, é tudo o que se ganha quando participamos desses eventos. Às vezes a gente passa uma ideia errada ou não consegue ser simpática com todo mundo, mas isso é ali da hora, do momento, aos poucos, tão logo as coisas vão serenando, conseguimos nos mostrar por inteiros, as próprias meninas que participam como ‘concorrentes’, estão ali para vencer e quando o sonho não acontece, é preciso ter em mente que hoje não era o dia, mas que esse dia vai chegar para todos nós, basta acreditar”.
Estudante de Jornalismo pela UCS, Edi, como gosta de ser chamada pelos amigos, está no terceiro semestre, mas parece uma veterana na cena jornalística e tem a noção exata da sua importância para o mundo que ela pretende construir.
A quinta irmã de uma família simples e muito unida, tem na mãe Rosângela e no pai Lorival seus maiores incentivadores.
Foto Laudir Dutra
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